Afrodisíaca Poesia

Mais uma experiência AfrodisíacA!

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Livro artesanal exclusivo e limitado: Afrodisíaca Poesia. Um livro de arte, reunindo poesia e pintura, produzindo peças únicas e sinestésicas. A obra se relaciona com o álbum (AfrodisíacA), pois traz por escrito todos os poemas que estão em suas faixas (e vídeos!), além de apresentar uma safra de produção literária mais recente e inédita de Iara.

Com montagem artesanal, em capas em papel kraft 300g pintadas à mão pela artista plástica Emília Santos - que também assina ilustrações e design - esta é uma edição super especial e limitada.

O miolo é impresso na deliciosa textura do papel pólen bold 90g, e tem mais umas surpresinhas...

A cereja do bolo: este objeto táctil do desejo tem a característica exclusiva de possibilitar interações olfativas e gustativas! Vamos comer poesia!


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Makunaimã: o mito através do tempo

Autores: Taurepang, Macuxi, Wapichana, Marcelo Ariel, Mário de Andrade, Deborah Goldemberg, Theodor Koch-Grünberg, Iara Rennó
Dramaturgia: Deborah Goldemberg
Contribuições dramaturgias: Marcelo Ariel
Ilustrações: Jaider Esbell

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“Não tenham medo. Estava dormindo na mais plena paz há tanto tempo e, de repente, ouço vocês aqui discutindo a minha obra, me acusando de um monte de coisas […] ouvi gente aí dizendo que eu tinha que ter ido até os índios, ouvir por mim mesmo os mitos taurepang. E que, se tivesse feito isso, eu teria escrito outra história.”
Makunaimã: o mito através do tempoé um livro revolucionário, que traz à tona vozes e visões do outro lado — o indígena—, que por noventa anos esteve totalmente invisível, sendo reiteradamente desrespeitado em sua existência e em seu sagrado.
— Cristino Wapichana, no prefácio

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Língua Brasa Carne Flor

Livro de Poesias de Iara Renno publicado pela Editora Patuá.

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Por Luiz Chagas

Quando se fala em poesia erótica somos assaltados pelo temor de que seremos submetidos a palavras como túrgido, felação, lúbrico, coito, entumecido e outros preciosismos (?) que nem o tempo ou a internet conseguiram deletar. Bom mesmo é quando temos a impressão de que o autor jogou o discurso fora e publicou as entrelinhas. Mergulhou no vazio. Sem rede de segurança.

Iara Rennó um dia, muita areia ainda na parte de cima da ampulheta, me convidou para tomar uma cerveja. Delicadamente expliquei-lhe que “não bebia com crianças”. Sua reação foi tão digna e atrevida que não me lembro das palavras, mas imediatamente comecei a vê-la como uma amiga. Acompanhei, literalmente, o seu parto em um palco. Assisti, com enorme prazer, suas aventuras em bando, em banda, seus primeiros voos solo como instrumentista, cantora, compositora, performer. Cedi a cozinha de casa para seus experimentos culinários. Ri muito de suas tiradas e sempre vi com bons olhos suas ousadias na vida. Nunca tive dúvidas de sua inteligência.

Assim, mergulhei em Língua Brasa Carne Flor, seu livrinho de poemas eróticos, sem maiores temores. Sabia sua procedência. Seu pedigree. E não me decepcionei com o “acordo tácito das peles” proposto por Iara. Atravessei sem incomodo o “tridente de Saturno”, as “fendas e vulvas” as conjugações do verbo “sorver”, seguro de que tinha diante de mim preciosas entrelinhas.

Gostei. E assino embaixo de “profissas” como Xico Sá, que prefaciou a aventura, e Kiko Dinucci, que acentuou a ousadia desenhando a capa.